quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Protestos... sem valor.

Manifestações no país inteiro por melhorias nas condições básicas para todos os brasileiros. Esses são os motivos que os grupos ligados a reivindicações populistas têm feito por todo o país.
Entre os milhares de manifestantes ordeiros e conscientes, encontravam-se baderneiros, marginais, bandidos sem caráter e agitadores partidários. Grupos de arruaceiros que afrontavam as forças de segurança, desafiavam o poder do Estado, debochavam dos verdadeiros manifestantes. Estavam travestidos de brasileiros, mas na verdade, tratava-se de guerrilheiros, centenas, milhares de ches guevaras que lutavam por uma causa que não era deles. Apareciam entre as manifestações somente para impor condições absurdas, e em outros casos, como aqui de Blumenau, para falar tolicies e ser motivo de chacota. Exemplo disso é um mau caráter chamado Fernando, com cara, jeito e todo perfil de baderneiro; ele  assumiu por alguns segundos o microfone da manifestação em frente a Câmara de Vereadores, na rua XV de Novembro, falou idiotices, e estragou um manifesto ordeiro, fazendo com que várias pessoas dessem as costas e se retirassem do locam com seus familiares. Um verdadeiro fiasco!
Imbecilidades não faltaram ao pronunciamento de Fernando, um legítimo varejão, que falou  verdadeiras pérolas usadas para identificar burros presentes em manifestações pacíficas e que geralmente terminam em confronto com a polícia. Veja algumas:
" - E aí, mano! Meu nome é Fernando, tá ligado, é uma sastifação tá aqui co'cêis..."
" - ... e viva o Corínthia, mano!"
" - E aí, Napoleão, vai tomá no seu c...!"
" - Sai fora polícia, a maconha é uma delícia!"
" - A tarifa (de ônibus) é uma vergonha, tá mais cara que maconha..."

Agora vêm a pergunta:
O que esse débil mental queria dizer com isso?
O que pretendia este ignóbil? Promover a venda de canabis no mercado aberto a preços mais baixos
A PM, que acompanhou serenamente os latidos frustados do fracassado orador, deveria tê-lo prendido por incitação à violência e apologia ao consumo de drogas. Mas com certeza, os policiais não iriam se sujar comum tipo tão medíocre, insano, e sem cultura como demostrava ser o rapaz.

Por fim, a indignação de um movimento utópico por vários fatores, quase infinitamente enumerados:
1 - Estudantes vão ruas clamar por educação: por outro lado, ofendem policiais, depredam, interrompem o trânsito causando transtornos, agridem, ateiam fogo em lixeiras, desobedecem professores e leis,...
2 - Caminhoneiros bloqueiam rodovias: geralmente excedem os limites de velocidade, desafiam outros veículos, forçam ultrapassagem, extrapolam o limite de peso da capacidade de carga, consomem bebidas e drogas, subornam policiais,...
3 - Comerciantes querem mais benefícios: sonegam impostos, compram e revendem mercadorias contrabandeadas, fraudam documentos.

Todo tipo de pessoas com alguma reivindicação foi vista pelas ruas. Desde grupos obsoletos e imperceptíveis pedindo a desmilitarização das polícias militares, até os mais generosos defensores dos animais, exigindo penas mais duras para crimes contra os animais. Certamente, esta úlmtima é valida (eventualmente, participantes das puxadas de cavalo também participaram de alguma forma em alguma dessas manifestações).

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Quem precisa de Segurança?



Quem precisa de segurança!?...


Republicação (segunda-feira, 6 de julho de 2009)
     As questões voltadas a falta de segurança pública são - na sua maioria - criticadas pela população, que desconhece o real significado teórico e prático da palavra sistema. Ele, o sistema, existe em todas as áreas, seja cultural, social, educacional, e tantas outras. Porém, o sistema ganhou força significativa e veio ao conhecimento popular e de várias autoridades com o lançamento e divulgação do filme "Tropa de Elite" (Universal, 2008), onde um capitão do Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro, Roberto Nascimento, interpretado pelo ator Wagner Moura, não admite corrupção em sua unidade, combatendo ferozmente a propagação da chamada troca de favores, ou em outras palavras, a expressão conhecidíssima uma mão lava a outra. Assemelha-se ao filme, as narrativas do capitão Rodrigo Pimentel, ex-integrante da corporação, no documentário "Notícias de Uma Guerra Particular" (direção de Walter Salles, 1997), e ao livro Elite da Tropa (Objetiva, 2005), onde Pimentel relata situações assustadoras sobre o tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro, desde dos combates violentos com marginais, passando por situações cômicas, até a morte de colegas em serviço e seu ponto de vista para reorganizar a vida nas encostas cariocas. Na época, a Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro era chefiada pelo Dr. Hélio Luz, quando no então governo de Marcelo Allencar. O nome foi citado novamente para ser secretário de Segurança Pública, segundo entrevista do candidato ao governo do Rio, Milton Temer (PSol-RJ), ao jornal O Globo. Segundo ele, "Luz tirou da Polícia Civil os delegados que prestavam serviço nos camarotes de luxo do carnaval!". Ainda em Setembro/2000, O Dr. Hélio Luz - conhecido por ser durão e incorruptível, chamou o Rei das Quentinhas, empresário Jair Coelho de grande corruptor. " - Poderoso não!" - completou. "- Se fosse poderoso não estaria agora na cadeia."
Em entrevista durante as filmagens do documentário, Luz mostrou com poucas - mas certas -palavras, o que significa o sistema. Comentou que, em determinada época, foi trabalhar em uma delegacia no interior do estado do Rio, e que indiciou um segurança de supermercado que havia dado um tapa num garoto que roubara uma garrafa de cachaça. Surpreendido, o dono do estabelecimento alegou tratar-se de um ladrão, ao que o delegado respondeu que "segurança não pode bater em ladrão." E indiciou ambos. A partir deste momento, os clubes da cidade já não mais os convidavam para o jantar de quarta-feira.
- Outro dia, um fazendeiro cometeu um homicídio... foi indiciado. Aí pronto! Aí o que era bom já deixou de ser - enfatiza.
Percebe-se o quanto o sistema está presente na segurança pública; aquela que o cidadão paga e não tem. Quando tem, não satisfaz. Mas a culpa não é dos policiais, delegados, juízes, promotores, do judiciário. A culpa é do próprio sistema! Em outro ponto da entrevista, o Dr Hélio propõe "se há interesse da sociedade em ter uma polícia que não seja corrupta? Pois uma polícia que não é corrupta, é uma polícia sem limites.
E completa:
     - A sociedade vai conseguir segurar?
O grande problema do sistema é o cidadão querer justiça, quer que ela seja cumprida. Porém quando esse mesmo cidadão for alvo da justiça, quer e vai apelar para o sistema. Usará argumentos dos mais variados, mencionará nomes de políticos influentes para intimidar ou amenizar a ação, lembrará os policiais do "cafézinho" que ele pagou, que é amigo do tenente Fulano e irmão do sargento Sicrano,... Essa é uma das formas usuais do sistema, sem contar no bom almoço em troca de uma viatura parada em frente a um restaurante; umas peças de veículos de "cortesia", ingressos para festas nas alas vip's, entre tantas outras.
Não haverá luz no fim do túnel se aumentarmos eficazmente o número de policiais nas ruas; não teremos redução de crimes se triplicarmos o número de presídios; não reduziremos os números alarmantes de vítimas de balas perdidas se equiparmos melhor as polícias com armamentos sofisticados, modernos, e precisos, e aposentarmos o velho e memorável 38. Nem tampouco se submetermos os integrantes das polícias a treinamentos longos e estressantes. De nada adianta começarmos a trabalhar uma situação que está fugindo do controle das autoridades com medidas que, ao ponto de vista de muitos especialistas, de tão ridículas chegam a ser engraçadas! A solução para voltarmos a ter segurança de qualidade é simples: mudança radical nas leis. A começar pela Constituição.
As mudanças na legislação já resultaram em cidades mais seguras, à exemplo de Nova Yorque. Na América do Sul, temos o exemplo da capital colombiana, Bogotá. Uma mudança na legislação, complementada com treinamento, qualificação, e equipamentos para os policiais, tornaram as cidades muito mais seguras, as ruas calmas, e um respeito profundo do cidadão para com os policiais, aliado à confiança pelos mesmos e aos serviços prestados.
O sistema deve ser banido, a troca de favores não é fator de eficiência ou resolução de problemas comuns, e deixa o cidadão à mercê da boa ou má vontade do policial, e que pode resultar em situações desastrosas.
    Assim, percebemos a cada dia que não adianta uma geniosa contribuição do sr. Governador com abertura de concursos para aumentar o efetivo de uma organização policial, recebendo em troca valorosos votos para esse ou aquele candidato! É também muito inviável a construção de novas unidades prisionais com custos elevados, sem contar com o despreparo de muitos agentes. Novamente, o temido sistema estará presente, fortalecido pela sociedade que aceita cegamente as propostas que não resolvem o problema, mas que geralmente, acaba criando outro.